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Classificação do Feijão

A classificação do feijão é regulamentada pela Instrução Normativa nº 12, de 28 de março de 2008, que define o seu padrão oficial de classificação, com os requisitos de identidade e qualidade, a amostragem, o modo de apresentação e a marcação ou rotulagem.

Portaria nº 12, de 28 de março de 2008 -->
Portaria nº 12, de 12 de abril de 1996 -->
Portaria nº 08, de 19 de agosto de 1987 -->
Portaria nº 161, de 24 de julho de 1987 -->

Regulamento Técnico do Feijão -->

Os nomes das cultivares locais geralmente são dados em função de alguma característica que se destaca na cultivar, em sua maioria relacionadas à cor ou forma dos grãos. Com base na portaria no 85, de 06 de março de 2002, 7ª parte, anexo XII, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o feijão-caupi pertence ao Grupo II (Feijão-de-corda, feijão-caupi ou feijão-macassar, espécie Vigna unguiculata (L.) Walp.) e tem as seguintes classes: Branco, Preto, Cores e Misturado (Brasil, 2002).

Para facilitar o entendimento dessa classificação, dada a enorme diversidade de cores do feijão-caupi, Freire Filho et al. (2000) propuseram a inclusão de subclasses, nas classes Branco e Cores, visando a obter uma nomenclatura que pudesse ser usada por pesquisadores, técnicos, produtores, industriais, comerciantes e consumidores. Assim, as cultivares podem ser reunidas nas seguintes classes:

Classe Branco - cultivares com grão de tegumento de cor branca:
Subclasse Brancão - cultivares com grãos de tegumento de cor branca, rugoso, reniformes sem halo e relativamente grandes;
Subclasse Branca - cultivares com grãos de tegumento branco, liso, sem halo ou com halo, pequeno, com ampla variação de tamanhos e formas;
Subclasse Fradinho - cultivares com grãos brancos e com um grande halo preto, cultivadas principalmente nos Estados da Bahia e do Rio de Janeiro, e atualmente em expansão na região Sudeste.

Classe Preto - cultivares com grãos de tegumento preto, cultivadas principalmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina para adubação verde, e na Tailândia e Miamar, para alimentação humana.

Classe Cores - cultivares que tem grãos com tegumento com cores diferentes das classes Branco e Preto:
Subclasse Mulato - cultivares com grãos de tegumento de cor marrom claro a escuro, com ampla variação em tamanho e forma;
Subclasse Canapu - cultivares com grãos com tegumento de cor marrom claro, relativamente grandes, bem cheios, levemente comprimidos nas extremidades, com largura, comprimento e altura aproximadamente iguais;
Subclasse Sempre-Verde - cultivares com grãos de tegumento de cor esverdeada;
Subclasse Vinagre - cultivares com grãos de tegumento de cor vermelha;
Subclasse Corujinha - cultivares com grãos de tegumento mosqueado cinza ou azulado;
Subclasse Azulão - cultivares com grãos de tegumento azulado;
Subclasse Manteiga - cultivares com grãos de cor creme-amarelada, muito uniforme e que praticamente não se altera com o envelhecimento do grão;
Subclasse Verde - cultivares que têm o tegumento e/ou cotilédones verdes;
Subclasse Carioca - são cultivares que têm o tegumento de cor marrom com estrias longitudinais com tonalidade mais escura, semelhantes às do carioca do feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris L.). Essa característica ocorre em materiais silvestres e no cultigrupo sesquipedalis, mas não há informação de que haja cultivares comerciais dessa subclasse em nenhum país.

Classe Misturado - produto resultado da mistura de cultivares que não atende às especificações de nenhuma das classes anteriores.

Fonte: Embrapa Meio Norte
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