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Perfil do feijão no Brasil

Feijão O Brasil é o maior produtor mundial de feijão com produção média anual de 3,5 milhões de toneladas. Típico produto da alimentação brasileira é cultivado por pequenos e grandes produtores em todas as regiões. Os maiores são Paraná, que colheu 298 mil toneladas na safra 2009/2010, e Minas Gerais, com a produção de 214 mil toneladas no mesmo período. A safra tem taxa anual de aumento projetada de 1,77%, de acordo com estudo da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura. Os dados também mostram crescimento no consumo, cerca de 1,22% ao ano, no período 2009/2010 a 2019/2020, passando de 3,7 milhões de toneladas para 4,31 milhões de toneladas. As projeções indicam também a possibilidade de importação de feijão nos próximos anos. Porém, a taxa equivaleria a 161,3 mil toneladas em 2019/2020, quantidade pouco expressiva. De 10 brasileiros, sete consomem feijão diariamente. O grão, típico da culinária do país, é fonte de proteína vegetal, vitaminas do complexo B e sais minerais, ferro, cálcio e fósforo. O consumo do produto, em média, por pessoa chega a 19 quilos de feijão por ano. Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial. Estima-se que a produção nacional deve chegar a 3,8 milhões de toneladas na safra 2010/2011. Apenas uma pequena margem do feijão brasileiro é exportada. No último ano, 4,4 mil toneladas do grão foram enviadas para comercialização no exterior, entre os principais grupos o carioca, o preto, o caupi ou feijão de corda e o rajado. A safra do grão é divida em três etapas, a primeira, conhecida como safra das águas é assim chamada porque o plantio e a colheita são beneficiados pelo alto índice de chuvas. O plantio dessa safra na região Centro-Sul vai de agosto a dezembro e no Nordeste, de outubro a fevereiro. Feita no período com o menor índice de chuva no país, a segunda safra é chamada de safra da seca. O plantio nessa cultura acontece de dezembro a março. Já a terceira, a safra irrigada é assim conhecida por se referir à colheita do feijão irrigado, que têm a concentração do plantio na região Centro-Sul, de abril a junho. O feijão pode ser colhido em média após 90 dias de plantado. Existem aproximadamente 40 tipos de feijão. O feijão preto, plantado em 21% da área produtora de feijão, tem maior consumo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, sul e leste do Paraná, Rio de Janeiro, sudeste de Minas Gerais e sul do Espírito Santo. No restante do país este tipo de grão tem pouco ou quase nenhum valor comercial ou aceitação. Os tipos carioca são aceitos em praticamente todo o Brasil. Por isso, 52% da área cultivada é semeada com este tipo grão. O feijão caupi ou feijão de corda é o mais aceito na Região Norte e Nordeste, com 9,5% da área cultivada. História O feijão está entre os alimentos mais antigos, remontando aos primeiros registros da história da humanidade. Achados arqueológicos apontam para a existência de feijoeiros domesticados cerca de 10.000 a.C. . As ruínas da antiga Tróia revelam evidências de que os feijões eram o prato favorito dos guerreiros troianos. A maioria dos historiadores atribui a disseminação dos feijões no mundo em decorrência das guerras, uma vez que esse alimento fazia parte essencial da dieta dos guerreiros em marcha. Os grandes exploradores ajudaram a difundir o uso e o cultivo de feijão para as mais remotas regiões do planeta. Elementos climáticos no cultivo de feijão A temperatura e as chuvas são os elementos climáticos que mais influenciam na produção de feijão. As altas temperaturas prejudicam o florescimento e a frutificação do feijoeiro, enquanto as baixas podem provocar a perda das flores. Alta temperatura acompanhada de baixa umidade relativa do ar e ventos fortes têm maior influência na retenção de vagens. Essas condições inviabilizam o cultivo de feijão na Região Sul durante o inverno e no Norte, devido ao maior risco de ocorrência de doenças. O feijão é mais suscetível à deficiência hídrica durante a floração e o estádio inicial de formação das vagens. O período crítico se situa 15 dias antes da floração. Ocorrendo déficit hídrico, haverá queda no rendimento devido à redução do número de vagens por planta e, em menor escala, à diminuição do número de sementes por vagem. Entretanto, acredita-se que o efeito negativo causado pela diminuição de água pode ser minimizado conhecendo-se as características pluviais de cada região e o comportamento das culturas em suas distintas fases, ou seja, semeando naqueles períodos em que a probabilidade de diminuição da precipitação pluvial é menor durante, principalmente, a fase de florescimento-enchimento de grãos. Plantio O feijoeiro é uma planta com raiz delicada, com sua maior parte concentrada na camada de até 20 cm de profundidade do solo, por isso, deve-se ter um cuidado especial na escolha da área. Solos pesados, compactados, sujeitos a formar crosta na superfície ou ao encharcamento não são adequados para a cultura do feijoeiro. São recomendados solos com boa aeração, de textura areno-argilosa, ricos em matéria orgânica e elementos nutritivos. Quanto à semeadura, as épocas recomendadas concentram-se, basicamente, em três períodos, o chamado das "águas", nos meses de setembro a novembro, o da "seca" ou safrinha, de janeiro a março, e o de outono-inverno ou terceira época, nos meses de maio a julho. No plantio de outono-inverno ou terceira época, que só pode ser conduzido em regiões onde o inverno é ameno, sem ocorrência de geadas, como em algumas áreas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Espírito Santo, o agricultor, necessita irrigar a lavoura. Na época da "seca" nem sempre as chuvas são suficientes durante todo o ciclo da cultura, sendo preciso, em alguns casos, complementar com irrigação. A profundidade de semeadura pode variar conforme o tipo de solo. Em geral, recomendam-se de 3-4 cm para solos argilosos ou úmidos e de 5-6 cm para solos arenosos. Para proporcionar melhor rendimento, o espaçamento entre as fileiras de feijoeiros deve ser feita de 0,40 a 0,60 m entre fileiras e de 10 a 15 plantas por metro. Beneficiamento O beneficiamento da semente é feito por duas máquinas principais, a máquina de ar e peneira, que separa as sementes quebradas e outras impurezas do tamanho e densidades próximas do feijão, e a mesa densimétrica, classifica por peso específico, separando as sementes leves, atacadas por insetos, das sementes inteiras e bem formadas. No beneficiamento do feijão para consumo, o grão é sempre escovado numa máquina para adquirir uma aparência mais limpa e atraente ao consumidor. Após o beneficiamento, quando o produto se destina ao plantio, as sementes precisam ser armazenadas por um período de tempo maior (máximo 12 meses) após a embalagem e antes de serem comercializadas. Devem-se evitar ambientes de armazenamento com umidade ao redor de 13% e temperaturas altas. Ambientes ventilados, frios e secos proporcionam melhores condições de preservação das sementes. O tempo de estocagem do feijão pode aumentar o grau de dureza do grão, mudanças no sabor e escurecimento do tegumento (casca ou cobertura protetora) em algumas cultivares. Essas mudanças são aceleradas pelo armazenamento em condições de alta temperatura e umidade. Trabalhos de vários autores revelam que a secagem até que o conteúdo de umidade do grão esteja em equilíbrio com 65-70% de umidade relativa do ar, aliada ao armazenamento numa temperatura inferior a 20º C, tem proporcionado resultados satisfatórios para períodos de armazenamento de até 12 meses. Pragas e Doenças O feijoeiro comum, cultivado durante todo o ano, é afetado por inúmeras doenças as quais, além de diminuir a produtividade da cultura, depreciam a qualidade do produto. Estas doenças podem ser de origem fúngica, bacteriana e virótica. As doenças fúngicas estão divididas em dois grupos com base na sua origem, as da parte aérea, que os agentes causais não sobrevivem no solo e, as doenças de solo, que agentes causais encontram-se adaptados para sobreviverem neste ambiente. Entre as principais doenças fúngicas, da parte aérea do feijoeiro comum encontram-se a antracnose, a mancha-angular, a ferrugem, o oídio e a mancha-de-alternária, além de duas outras recentemente identificadas nesta cultura e denominadas de sarna e carvão. Entre as principais doenças cujos agentes causais apresentam capacidade de sobreviver no solo encontram-se o mofo-branco, a mela, a podridão-radicular-de-Rhizoctonia, podridão-radicular-seca, a murcha-de-fusário e a podridão-cinzenta-do-caule. Entre as doenças bacterianas merecem destaque, por sua importância, o crestamento bacteriano comum e a murcha-de-Curtobacterium, recentemente identificada em feijoais no Estado de São Paulo. Os vírus do mosaico-comum e do mosaico-dourado são as doenças viróticas de maior importância que podem ocorrer na cultura do feijoeiro comum. Com exceção da ferrugem, do oídio e do mosaico dourado todas as doenças, com maior ou menor intensidade, são transmitidas pelas sementes. De um modo geral, as doenças de origem fúngica e bacteriana podem ser disseminadas, à longa distância através das sementes infectadas e as doenças fúngicas, também através das correntes aéreas. Á curta distância, estas doenças são disseminadas pelas sementes infectadas, vento, chuvas, insetos, animais, partículas de solo aderidas aos implementos agrícolas, água de irrigação e pelo movimento do homem. O vírus do mosaico-comum é transmitido pelas sementes e por afídeos, também conhecido como pulgões, enquanto que o vírus do mosaico-dourado é transmitido pela mosca-branca. As condições de ambiente que favorecem as principais enfermidades variam desde temperaturas moderadas (antracnose, oídio, mofo-branco, podridão-radicular-de-Rhizoctonia) a altas (ferrugem, mancha-angular, mela, podridão-cinzenta-do-caule, podridão-radicular-seca, crestamento-bacteriano-comum e murcha-de-Curtobacterium), alta umidade relativa ou água livre (maioria das doenças) ou baixa umidade tanto do ar como do solo para o oídio e a podridão- cinzenta-do-caule. Para o controle da maioria destas doenças deve-se utilizar, sempre que possível, uma combinação adequada de métodos. Entre os mais empregados, encontram-se as práticas culturais, o controle químico e a resistência da cultivar. Como sugestão, pode-se citar algumas práticas que os produtores devem empregar com a finalidade de diminuir as perdas ocasionadas pelas doenças: isolamento da cultura, eliminação do hospedeiro ou do vetor, evitar introdução na área de resíduos de cultura ou de solo infectado, utilização de semente de qualidade, preparo do solo, aração profunda, aumento do espaçamento, controle da água de irrigação, uso de herbicidas, cultivares resistentes, pulverizações foliares com fungicidas e ou inseticidas e destruição dos resíduos de culturas infectadas. Fonte: Ministério da Agricultura

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